Sinto que toda inspiração em combinar tons, em formar acordes, em tocar minha música está se perdendo. Minha partitura está toda em branco novamente. Não consigo tirar som algum de mim, do meu coração. Será que eu joguei fora a música que eu deveria continuar a escrever? Eram sons que descreviam exatamente aquilo que eu sou, sem máscaras, sem ilusões. Mas eu simplismente amassei e atirei para trás. Notas perfeitas, acordes perfeitos, que tornavam meu instrumento um membro daquilo que eu sou, daquilo que eu sinto, que deixavam minha música intensa, cheia de emoção, cheia do meu coração. Atirei no chão toda a minha música para escrever uma partitura nova, mas talvez ainda não consiga. Talvez joguei para longe de mim tudo o que eu sentia, aquilo que eu colocava nas minhas notas, nos meus acordes, na minha música... Partitura em branco sobre a mesa, caneta na mão e violão no colo. É hora de voltar a compor, de voltar a cantar, de levantar a cabeça, de voltar a viver...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Minha música...
Sinto que toda inspiração em combinar tons, em formar acordes, em tocar minha música está se perdendo. Minha partitura está toda em branco novamente. Não consigo tirar som algum de mim, do meu coração. Será que eu joguei fora a música que eu deveria continuar a escrever? Eram sons que descreviam exatamente aquilo que eu sou, sem máscaras, sem ilusões. Mas eu simplismente amassei e atirei para trás. Notas perfeitas, acordes perfeitos, que tornavam meu instrumento um membro daquilo que eu sou, daquilo que eu sinto, que deixavam minha música intensa, cheia de emoção, cheia do meu coração. Atirei no chão toda a minha música para escrever uma partitura nova, mas talvez ainda não consiga. Talvez joguei para longe de mim tudo o que eu sentia, aquilo que eu colocava nas minhas notas, nos meus acordes, na minha música... Partitura em branco sobre a mesa, caneta na mão e violão no colo. É hora de voltar a compor, de voltar a cantar, de levantar a cabeça, de voltar a viver...
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Ás vezes a primeira nota de uma nova partitura pode nos causar medo, por isso relutamos em tocá-la! Mas a dor que algumas notas ás vezes nos trazem, fazem parte da emoção que a música precisa ter. Não tenha medo das tuas notas, e aceite-as, o tempo te trará a recompensa por abrir os braços á novas músicas.
ResponderExcluirEu sei que trará a recompensa certa, também no momento certo. Estou abrindo mão de algumas partituras, focando em outras e assim vou tocando minha música, mas feliz por ter deixado as partituras de antes com uma sonoridade de lembrança alegre. Não vou ter medo das novas músicas, de descobrir acordes diferentes; vou seguir...
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