quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Para se roubar um coração




(...) é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago, e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

- Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 31 de julho de 2012






(...) certo dia chegamos à conclusão de que para cada tipo de princesa, 
         existe um tipo diferente de príncipe encantado. Não é destino, são escolhas.

- Rudi







O sentimento mais incrível de todos é o que há no dualismo de encontrar toda a segurança que buscamos, num ser totalmente passível de instabilidade; acho que isso é o amor de verdade: confiar de olhos fechados, saltar no desconhecido. Lindo mesmo pensar que Deus coloque em outra pessoa, com toda sua fragilidade, a remessa de felicidade que buscamos numa vida inteira.

- Rudi







Amor é quando você sabe que está certo 
            e mesmo assim corre atrás e pede desculpas.


quarta-feira, 9 de maio de 2012


"Homem que é Homem"... é o CARALHO!



É o seguinte: se o cara te ama de verdade, ele vai pegar na tua mão, na tua coxa, na tua bunda. Ele vai borrar o teu batom e o teu rímel de propósito e depois vai rir da tua cara. Vai te ligar de madrugada e dizer que não para de pensar em ti, porém vai ter um dia em que ele não vai te ligar, não vai mandar mensagem e vai te deixar preocupada. Ele vai te elogiar quando estiver bem arrumada, mas vai te beijar rindo porque acordou toda descabelada pela manhã. Se o cara te ama de verdade, ele vai te chamar de "minha pequena", "minha linda" e também de "minha gostosa". Ele realmente vai largar todas as outras para ficar contigo, mas quando passar alguma menina bonita, ele vai olhar e ainda comentar contigo: "gostosa né?" só para te deixar com ciúmes. Ele vai te fazer feliz e ser feliz por isso, mas também vai falhar porque assim como você ele não é perfeito. 


sábado, 14 de abril de 2012

Inconstâncias.




Uma das maiores e mais admiráveis qualidades do ser humano é a capacidade da inconstância. Maravilhosamente, nos foi concedido por Deus o dom de ter dúvidas, o dom de repensar os próprios valores, de não ter a certeza do "melhor caminho". Irônico isso, mas essa característica pode se tornar sublime no momento em que entendê-mo-la não só como período de queda, mas como forma de crescimento, e também, em última análise, como a mais correta busca da felicidade. Esse é um caminho diário de muita luta, mas, no entanto, muito satisfatório... Na inconstância está a virtude, por se encontrar nela um período difícil de uma evolução ou de um processo; um período de desordem acompanhado pela busca de uma solução - significado da palavra crise. Pensando nisso, eu lembro da frase que um amigo certa vez me disse e que marcou muito minha vida: justamente no maior defeito de uma pessoa está também a sua maior qualidade. Quando ouvi isso, eu entendi o grande segredo: não podemos encontrar a felicidade, sem passar por aquilo que mais nos causa medo, sem ter que olhar para o chão e encontrar o que de mais profundo exista em nós, sem trazer à tona nosso retrato sem máscaras que, muitas vezes, não desejamos ver. Entendi que só no momento em que não só soubermos nossas fraquezas, mas também as aceitarmos, poderemos encontrar a realização pessoal... Só quando encontramos o mais essencial e profundo que há em nós, conseguimos crescer. As crises, as inconstâncias nos trazem essa oportunidade, por isso precisamos passar a vê-las não de forma negativa, mas com bons olhos, precisamos vê-las como oportunidades de realização, de crescimento, de cura das feridas do passado, como boas oportunidades de diálogo íntimo... Na vida, as crises são oportunidades para reestruturar e reforçar os nossos alicerces internos que devem nos deixar firmes nas tempestades. Precisamos aceitar nossas fraquezas, nossas falhas e compreender que sempre poderemos cair outra vez. No entanto, adiante e acima disso, o que caracteriza um vencedor, é a sabedoria de aproveitar as quedas como crescimento, de ver nas feridas, oportunidades de cura, de encontrar na própria inconstância, a chave da felicidade.

- Rudi