Fala sério né! Se engana quem diz que homem não gosta de carinho, não gosta de atenção, não quer se sentir amado. Um homem de verdade quer uma mulher para chamar de sua, uma companheira de verdade para dividir suas experiências, medos, alegrias, alguém para ligar à noite e contar como foi o seu dia. Um homem de verdade precisa de alguém que o faça se sentir vivo! Se engana quem acha que só as mulheres sonham com um romance, com um amor para a vida toda. Homens também sonham. Às vezes, até mais! Homens gostam de se sentirem amados, de se sentirem importantes para alguém. Adoram atuar como super heróis para as mocinhas em apuros. Homens também tem sentimentos, na verdade, uma total confusão deles! Homens também ficam chateados após uma discussão e podem passar noites em claro pensando no que fazer para que tudo fique bem novamente. Homens também choram. Choram sim! A diferença é que eles precisam ser fortes na frente delas. Mas no fundo, sofrem! Tem medo de perderem a mulher que amam. Tem medo de nunca mais verem aquele sorriso que adoram. Tem medo de que aquele cheiro nunca mais fique em seu travesseiro. Tem medo de que aquelas noites cheias de sorrisos e beijos quentes um dia acabem. Homens de verdade não tem medo de parecerem idiotas. De rirem de qualquer coisa com sua garota. De sair com ela por aí sem destino. De ligar para ela só para dar boa noite e rir sem motivos. Não tem vergonha de dizer para os amigos que ela é a mulher da sua vida. Que ela é quem o faz feliz, só por estar ali, ao seu lado. Um homem de verdade vai fazer de tudo para torná-la feliz. Vai errar? Vai sim. Todos erram. Mas diferentemente de um canalha qualquer, esse homem vai correr atrás quando for verdadeiro seu sentimento, pedir desculpas e merecer uma nova chance. Vai mostrar ao mundo que homens também sofrem, também sentem. Um homem de verdade sabe como se deve amar.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Os excluídos.
Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa de acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não tem com quem dividir a conta, não tem com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossível ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso - o amor que esqueceu de acontecer - aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que tem amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado e ainda assim é um excluído. Por que já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou na zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito tempo. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua - não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante - você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na barriga e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência - porque lhe dói - então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida - é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.
- Martha Medeiros
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