terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Menina complicada.



Ela buscava as respostas onde se encontravam as perguntas, ela tinha perguntas sem respostas. Sobravam amores não correspondidos, ilusões e amizades destruídas em seu diário, mas mesmo assim ela não desistia da felicidade. Menina madura, simplesmente complicada. Buscava sempre o amor, apimentava suas paixões e cultivava suas amizades. Complicada, complexa, intensa, verdadeira e uma menina. Seu desejo era encontrar um ombro onde chorar nos dias tristes, uma mão para segurar quando se sentisse sozinha, um olhar para poder se refugiar quando se encontrasse desprotegida. Aprendeu com a vida a levantar a cabeça e olhar sempre um novo, um mais distante, um novo horizonte. Alimentada dos seus sonhos, não desistia, lutava por seus ideais. No seu modo subjetivo complicado de menina se encontrava também o seu lado de mulher madura, firme nas decisões, objetiva como o mundo lhe exigia. Ela aprendia a ser grande, aprendia que o passado servia apenas de alicerce para o presente. As ilusões, os amores, as paixões e as realizações fizeram dela uma melhor, mostraram ao mundo o encanto de menina-mulher que guardava dentro de si. Ela aprendeu que tinha o poder de fascinar, de encantar, de apaixonar os que se aproximassem. Então ela descobriu que poderia amar, e amou profundamente. Compreendeu que tudo com o que sonhara era verdadeiro e tinha valido a pena esperar. Encontrou-se enfim na felicidade. Nesse instante se descobriu uma mulher complexa, intensa, amante e apaixonante... uma menina complicada.



Um comentário: