terça-feira, 25 de outubro de 2011

Voltar

Paro, penso e me convenço de que muitas vezes sou um menino quando deveria ser um homem. Verdade, não funciono direito, meu mundo, muitas vezes, se torna o avesso. Queria poder voltar e refazer muitas coisas, poder corrigir minhas infantilidades, mas não posso e preciso encarar a realidade de que devo responder àquilo que eu não devia ter feito, nesse momento, sim, como homem. Talvez precise me dar conta de que minha vontade de tornar as coisas mais rápidas seja uma faca de dois gumes, onde se encontram grandes qualidades, mas que também podem ali existirem enormes defeitos... Preciso corrigir isso e preciso também, muitas vezes, de choques de realidade!

Gostaria, sim, de não ter errado, mas não posso corrigir isso. Apenas posso lutar para construir sobre meu erro, um acerto, outro acerto e então poder dizer que eu acertei, que fiz não o perfeito, mas o melhor. Preciso da sua ajuda, preciso que você me ajude e construir sobre meu erro, pois eu quero, ao seu lado e só com você, encontrar o meu melhor. Me ajuda a ver com clareza aquilo que eu, muitas vezes, não consigo enxergar. Preciso da tua mansidão para poder soprar na intensidade certa. Quero aprender a deixar as coisas acontecerem como devem acontecer, sem pressa...

No final de tudo, apenas agradeço por ainda assim você continuar do meu lado, inserindo em mim a confiança de que posso voltar a acertar!

2 comentários:

  1. Oi Rudi! Seu texto me fez lembrar o que aprendi em desenvolvimento na adolescência, época de crises, ou conforme você citou, erros. Erros fazem parte das crises, uma hora hora representam perigo, mas em outros momentos significam aprendizado. Sem erro não tem ciência, não é mesmo? Então o que vale é fazer experimentações saudáveis nesta fase da vida. Valeu!

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  2. Verdade Augusto! Hoje eu me senti muito instável, senti bem forte que também ainda há em mim aquele adolescente, às vezes, "irracional". A gente vai errando, acertando, construindo e vai "levando a vida"... Forte abraço!

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